Saavedra Machado, "Páginas museológicas. III - O Museu do Dr. Joaquim Manso e o artesanato local - A última olaria da Nazaré"


No âmbito da exposição “A olaria do Casal do Mota. A última olaria da Nazaré”, divulgamos a seguinte edição de Saavedra Machado, primeiro diretor do Museu Dr. Joaquim Manso:

Autor: João L. Saavedra Machado
Título: “Páginas museológicas. III – O Museu do Dr. Joaquim Manso e o artesanato local – A última olaria da Nazaré”
Edição: Coimbra, 1982 [separata das actas do colóquio sobre artesanato - Coimbra, 8 a 11 de novembro de 1979].

Em 1979, a unidade do “Casal do Mota” já tinha parado a sua laboração e o edifício posto à venda.

O Museu Dr. Joaquim Manso, através do seu Diretor, intenta adquirir o imóvel para o Estado, com vista à sua integração no “Roteiro Museográfico da Nazaré”, como anexo desta instituição. No entanto, a “última olaria da Nazaré” (Saavedra Machado, 1972) acaba por ser demolida a 15 de março de 1980, conseguindo o Museu ainda recolher um conjunto significativo de peças (em chacota ou vidrada), instrumentos e equipamentos, dos quais alguns se encontram agora em exposição, até 27 de setembro, no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2015, este ano sob o tema “Património Industrial e Técnico”.

Esta publicação faz parte da Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso e encontra-se disponível para consulta.

 

Família Elias. Ceramistas e Miniaturistas






Título: Família Elias. Ceramistas e Miniaturistas
Edição: Caldas da Rainha, s.d .


Com texto de Fernando Correia e Herculano Elias, o catálogo regista dados biográficos da família Elias no campo da cerâmica artística, traçando a árvore genealógica dos “Elias ceramistas” das Caldas da Rainha, desde Francisco Elias dos Santos a Luís Filipe Elias.

A ilustração a preto e branco, mostra imagens de alguns trabalhos dos autores referenciados.

O percurso de Francisco Elias inicia-se na fábrica de Rafael Bordalo Pinheiro e, posteriormente, na do filho, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, onde colaborou na execução de peças de renome, entre elas, a Jarra Beethoven e a Jarra Brasil.

Depois de frequentar a Escola Industrial Rainha D. Leonor (atualmente, Escola Rafael Bordalo Pinheiro), a sua carreira artística envereda para a miniaturização das figuras, característica que se vai encontrar na produção de outros nomes do mesmo ramo familiar, como José Elias, Herculano Elias, Eduardo Mafra Elias e Luís Filipe Gonçalves Elias.

Em junho de 2015, o Museu Dr. Joaquim Manso acolheu uma exposição de miniaturas de Herculano Elias, apresentando pela primeira vez a sua produção exclusivamente dedicada à Nazaré, suas embarcações, gentes e tradições.
Na sequência dessa exposição, o filho do autor, Luís Filipe Elias, ofereceu este catálogo à Biblioteca do Museu, disponível para consulta.

Boletim Cultural de Póvoa de Varzim





Boletim Cultural de Póvoa de Varzim, vol. 47
Edição: Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, 2015

Oferta do município da Póvoa de Varzim, a publicação recentemente entrada na Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso inclui artigos de diversos autores, evocativos de factos e figuras daquela região, predominando os relacionados com o seu Foral Manuelino e respetivas comemorações dos 500 anos: “O que significa ter um foral? A construção de uma comunidade concelhia”, “O foral manuelino da Póvoa de Varzim ...”, “Como se fazia um foral: breves notas paleográficas a respeito do foral novo da Póvoa”, “Expressões de arte manuelina: o caso da Póvoa”.

A Nazaré também celebrou recentemente os 500 anos do seu Foral Manuelino da Pederneira, com edição de uma publicação pela Câmara Municipal da Nazaré, em outubro de 2014.

Destaque também para os artigos relacionados com a temática marítima, como “Evocação do patrão Lagoa num ex-voto privado” e “Dunas do litoral poveiro”. “Igreja da Misericórdia – Pedras antigas de um templo novo”, “Recordando Énio Ramalho...” ou “Luísa Dacosta – uma mulher de afectos” são ainda alguns dos temas que podemos ler, ficando a conhecer melhor uma parte do património da região poveira.

Disponível para consulta na Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso.

Cadernos de Estudos Leirienses - 4




Título: Cadernos de Estudos Leirienses - 4
Autores:
vários (editor: Carlos Fernandes; coordenador científico: Saul António Gomes)
Edição: Textiverso, Leiria, maio 2015


Acabou de sair mais um volume da revista “Cadernos de Estudos Leirienses”, já no 4º número; uma edição que pretende divulgar estudos e trabalhos de investigação sobre os vários concelhos do distrito de Leiria, com a colaboração de diversos autores.

Com apresentação em Alcobaça, o 4º número inclui 3 artigos sobre a Nazaré, nomeadamente “Os teatros da Nazaré”, por Alda Gonçalves; “Guilherme Filipe e Lino António, os pintores das paisagens e gentes da Nazaré", por Dóris Santos, e “In memoriam João Saavedra Machado”, por Matilde Tomás do Couto, este último uma homenagem a Dr. Saavedra Machado, organizador e primeiro diretor do Museu Dr. Joaquim manso, falecido em outubro de 2014.

Este volume, assim como o nº 3 (ver aqui), estão disponíveis para consulta na nossa Biblioteca / Centro de Documentação.


"Mar", de Miguel Torga



Miguel Torga
Mar. Poema dramático
Coimbra, s.d. [1970]

Da nossa Biblioteca, faz parte este livro de Miguel Torga sobre o grande tema do "MAR"!

Peça de teatro em 3 atos, cuja ação decorre numa taberna denominada “Flor dos Pescadores”.

Através de diálogos plenos de vivacidade, fica-se a conhecer, de uma forma mais próxima, o ambiente de uma comunidade marítima, desde o comportamento social de homens e mulheres, o tipo de conversas entre pescadores, com incidência no desenrolar do seu trabalho, nas façanhas e grandes capturas, lendas sobre o mar e sereias, a pesca do bacalhau, sonhos e aspirações, a posição do arrais e a intervenção feminina, o namoro, o “melhor partido” (“oiro de lei”), os “ditos”, os “ralhos”, e, por fim, o medo, a angústia, a espera, a morte e a saudade.

Publicações sobre Lousada

O Município de Lousada ofereceu à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso 2 publicações recentemente editadas, no âmbito da arqueologia e da história daquela região, enriquecendo o acervo bibliográfico do Museu nestas áreas.



Titulo: Lousada. Marcas da História. Da terra e do seu foral manuelino
Autor:
Maria Alegria Marques
Edição: Município da Lousada, janeiro 2014

Obra alusiva à comemoração dos 500 anos da concessão de Foral a Lousada por D. Manuel, em 17 de janeiro de 1514.

A publicação faz um estudo do percurso da história deste concelho, referenciando as alterações administrativas e as fases de ocupação do território. Do mesmo modo, registam-se informações sobre a organização social e económica, a ação régia e outra documentação, tornando esta obra um elo de ligação entre o passado e o presente.

Registe-se que, em 2014, a Nazaré também comemorou os 500 Anos da atribuição do Foral Manuelino ao então concelho da Pederneira.
Das comemorações resultou igualmente uma publicação (ver aqui).



Titulo: Oppidum. Revista de Arqueologia, História e Património, nº 7
Edição:
Câmara Municipal de Lousada, 2014

Revista científica reunindo vários artigos, nomeadamente estudos arqueológicos, com referências a escavações e respectivos achados.
Registam-se também informações sobre tradições e cultura popular da região de Lousada.


Argos nº 2



Título: Argos. Revista do Museu Marítimo de Ílhavo, 2
Edição: Câmara Municipal de Ílhavo/Museu Marítimo de Ílhavo, outubro 2014
Produção e distribuição: Âncora Editora



Este 2º número da revista anual do Museu Marítimo de Ílhavo aborda o tema de "Museus Marítimos e Herança Cultural".

Como diz Álvaro Garrido, na abertura, “ser do mar e ir ao mar” são expressões que definem essa intimidade.

Vários artigos, da responsabilidade de autores nacionais e estrangeiros, realçam a importância que os museus marítimos assumem na divulgação da cultura do mar e o papel da museologia marítima para melhor conhecimento das gentes do mar e do património marítimo e fluvial, permitindo uma reflexão sobre metodologia e estratégias a seguir.

Os objetos, integrados no percurso dos museus marítimos, são reflexos culturais e identificativos de uma comunidade, verdadeiros testemunhos de uma herança cultural a honrar e preservar. Entre estes, o “barco” será o objecto mais marcante das comunidades marítimas, a merecer todo o cuidado e atenção na sua preservação como memória e respetiva transmissão cultural.

Outros artigos evidenciam a importância da investigação, documentação e arquivo para o estudo do Património Cultural Marítimo.

Refere-se também a Função Educativa / Serviço Educativo dos Museus marítimos como instrumento facilitador para chegar aos públicos. Contemplação, compreensão, descoberta e interação são diferentes formas de apreensão do conteúdo e fruição dos objetos em exposição.

Oferta do Museu Marítimo de Ílhavo, esta publicação veio enriquecer a Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso.
Recomenda-se a sua leitura atenta, pela qualidade e diversidade dos seus conteúdos, com uma reflexão atualizada sobre o panorama museológico marítimo, português e internacional.