Cadernos de Estudos Leirienses - 4




Título: Cadernos de Estudos Leirienses - 4
Autores:
vários (editor: Carlos Fernandes; coordenador científico: Saul António Gomes)
Edição: Textiverso, Leiria, maio 2015


Acabou de sair mais um volume da revista “Cadernos de Estudos Leirienses”, já no 4º número; uma edição que pretende divulgar estudos e trabalhos de investigação sobre os vários concelhos do distrito de Leiria, com a colaboração de diversos autores.

Com apresentação em Alcobaça, o 4º número inclui 3 artigos sobre a Nazaré, nomeadamente “Os teatros da Nazaré”, por Alda Gonçalves; “Guilherme Filipe e Lino António, os pintores das paisagens e gentes da Nazaré", por Dóris Santos, e “In memoriam João Saavedra Machado”, por Matilde Tomás do Couto, este último uma homenagem a Dr. Saavedra Machado, organizador e primeiro diretor do Museu Dr. Joaquim manso, falecido em outubro de 2014.

Este volume, assim como o nº 3 (ver aqui), estão disponíveis para consulta na nossa Biblioteca / Centro de Documentação.


"Mar", de Miguel Torga



Miguel Torga
Mar. Poema dramático
Coimbra, s.d. [1970]

Da nossa Biblioteca, faz parte este livro de Miguel Torga sobre o grande tema do "MAR"!

Peça de teatro em 3 atos, cuja ação decorre numa taberna denominada “Flor dos Pescadores”.

Através de diálogos plenos de vivacidade, fica-se a conhecer, de uma forma mais próxima, o ambiente de uma comunidade marítima, desde o comportamento social de homens e mulheres, o tipo de conversas entre pescadores, com incidência no desenrolar do seu trabalho, nas façanhas e grandes capturas, lendas sobre o mar e sereias, a pesca do bacalhau, sonhos e aspirações, a posição do arrais e a intervenção feminina, o namoro, o “melhor partido” (“oiro de lei”), os “ditos”, os “ralhos”, e, por fim, o medo, a angústia, a espera, a morte e a saudade.

Publicações sobre Lousada

O Município de Lousada ofereceu à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso 2 publicações recentemente editadas, no âmbito da arqueologia e da história daquela região, enriquecendo o acervo bibliográfico do Museu nestas áreas.



Titulo: Lousada. Marcas da História. Da terra e do seu foral manuelino
Autor:
Maria Alegria Marques
Edição: Município da Lousada, janeiro 2014

Obra alusiva à comemoração dos 500 anos da concessão de Foral a Lousada por D. Manuel, em 17 de janeiro de 1514.

A publicação faz um estudo do percurso da história deste concelho, referenciando as alterações administrativas e as fases de ocupação do território. Do mesmo modo, registam-se informações sobre a organização social e económica, a ação régia e outra documentação, tornando esta obra um elo de ligação entre o passado e o presente.

Registe-se que, em 2014, a Nazaré também comemorou os 500 Anos da atribuição do Foral Manuelino ao então concelho da Pederneira.
Das comemorações resultou igualmente uma publicação (ver aqui).



Titulo: Oppidum. Revista de Arqueologia, História e Património, nº 7
Edição:
Câmara Municipal de Lousada, 2014

Revista científica reunindo vários artigos, nomeadamente estudos arqueológicos, com referências a escavações e respectivos achados.
Registam-se também informações sobre tradições e cultura popular da região de Lousada.


Argos nº 2



Título: Argos. Revista do Museu Marítimo de Ílhavo, 2
Edição: Câmara Municipal de Ílhavo/Museu Marítimo de Ílhavo, outubro 2014
Produção e distribuição: Âncora Editora



Este 2º número da revista anual do Museu Marítimo de Ílhavo aborda o tema de "Museus Marítimos e Herança Cultural".

Como diz Álvaro Garrido, na abertura, “ser do mar e ir ao mar” são expressões que definem essa intimidade.

Vários artigos, da responsabilidade de autores nacionais e estrangeiros, realçam a importância que os museus marítimos assumem na divulgação da cultura do mar e o papel da museologia marítima para melhor conhecimento das gentes do mar e do património marítimo e fluvial, permitindo uma reflexão sobre metodologia e estratégias a seguir.

Os objetos, integrados no percurso dos museus marítimos, são reflexos culturais e identificativos de uma comunidade, verdadeiros testemunhos de uma herança cultural a honrar e preservar. Entre estes, o “barco” será o objecto mais marcante das comunidades marítimas, a merecer todo o cuidado e atenção na sua preservação como memória e respetiva transmissão cultural.

Outros artigos evidenciam a importância da investigação, documentação e arquivo para o estudo do Património Cultural Marítimo.

Refere-se também a Função Educativa / Serviço Educativo dos Museus marítimos como instrumento facilitador para chegar aos públicos. Contemplação, compreensão, descoberta e interação são diferentes formas de apreensão do conteúdo e fruição dos objetos em exposição.

Oferta do Museu Marítimo de Ílhavo, esta publicação veio enriquecer a Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso.
Recomenda-se a sua leitura atenta, pela qualidade e diversidade dos seus conteúdos, com uma reflexão atualizada sobre o panorama museológico marítimo, português e internacional.

Oferta de várias publicações com referências à Nazaré



Título: Cadernos de estudos Leirienses 3
Autores: vários; coord. científica Saul António Gomes
Edição: Leiria, Textiverso, dezembro 2014

Volume nº 3 da coleção “Cadernos”, com coordenação científica de Saul António Gomes e editor Carlos Fernandes, reunindo textos de vários autores e abordagens temáticas diferenciadas, relativas ao distrito de Leiria.

Inclui artigos de estudo sobre património, do imaterial ao natural e construído, focando aspectos etnográficos e arqueológicos, que retratam a realidade sócio-cultural da região, contribuindo para o melhor conhecimento da sua identidade e desenvolvimento, sendo também um meio de divulgação para recentes investigações que têm vindo a ser desenvolvidas.

Sobre a Nazaré, para além de um texto sobre o Museu Dr. Joaquim Manso (na secção Museus), destacam-se os artigos de Carlos Fidalgo, sobre a Igreja Matriz de Santa Maria das Areias e São Pedro da Pederneira; Alda Gonçalves, “Em demanda da Freguesia da Pederneira”; José Mota Tavares, sobre Mestre Cardina da Nazaré e a relojoaria de torre.

Incluem-se ainda transcrições das “Festas da Nazaré de 1875”, por Júlio César Machado e Pinheiro Chagas; o capítulo sobre a Nazaré da emblemática obra “Praias de Portugal”, de Ramalho Ortigão; e Memórias Paroquiais da região.

Oferta da Editora Textiverso. 




Título: Foral Manuelino da Pederneira
Edição:
Câmara Municipal da Nazaré, outubro 2014
Ponto alto das comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino da Pederneira 1514 – 2014, promovidas pelo Município da Nazaré, foi a publicação sobre este documento, contendo o seu fac-simile e a sua transcrição, bem como uma versão com grafia actualizada e notas explicativas, da responsabilidade do professor Gérard Léroux.

Permitindo um mais fácil acesso e uma maior aproximação ao público em geral, esta edição é uma mais valia para todos quantos se interessam pela História do concelho da Nazaré (antigo concelho da Pederneira) e as questões do municipalismo em Portugal.


O Foral Manuelino da Pederneira encontra-se em depósito no Museu Dr. Joaquim Manso, desde 1976, sendo propriedade do Município da Nazaré. Com a colaboração do Arquivo Distrital de Leiria, foi submetido a um processo de limpeza e digitalização em dezembro de 2013, que permitiu a reprodução fac-símile do documento.

Oferta da Câmara Municipal da Nazaré para a Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso. 




Título: Hansi Stael. Cerâmica, modernidade e tradição
Autor:
Rita Gomes Ferrão
Edição: Lisboa, Galeria Objetismo, 2014

Catálogo ilustrado da exposição homóloga realizada naquela galeria lisboeta, contendo biografia da ceramista Hansi Stael (1913-1961), contextualizada na época e com referências a autores coevos, destacando-se a sua estadia em Portugal (1946–1961).

Começa por trabalhar na Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego, desenvolvendo também intensa atividade nas Caldas da Rainha, nomeadamente na fábrica SECLA.

Chamamos particularmente a atenção para as referências à sua produção sobre a Nazaré, praia onde vinha com frequência. Aqui, Hansi Stael deixa-se seduzir pelos costumes característicos e pelas cenas ligadas à faina do mar, que vão decorar muitas das suas obras de cerâmica.

O seu percurso enquanto autora incluiu várias exposições individuais e coletivas, aqui referidas. Comparam-se os percursos de várias autoras como Eva Zeisel, Lili Markus, Margit Kovacs, Maria Ráhmer e outras, no período entre as Guerras, e as suas adaptações às culturas dos países que as acolheram, realçando-se as respetivas marcas na modernização da cerâmica e a visibilidade da mulher enquanto designer.

Oferta da Editora / Galeria.

Vivências Passadas Memórias Futuras



Título: Vivências Passadas Memórias Futuras – A cultura do linho, pão e vinho
Autor:
Edgar Bernardo e Elisabete Martins
Edição: Felgueiras, Câmara Municipal de Felgueiras, 2011

Esta publicação da Câmara Municipal de Felgueiras divulga um estudo etnográfico realizado no âmbito do projeto “Vivências Passadas – Memórias futuras: a cultura do linho, pão e vinho”, co-financiado pelo FEDER, na esfera do concurso Património Cultural da ON2, desenvolvido entre 2009 e 2010.

Descrevem-se os ciclos tradicionais de produção de linho, pão e vinho, desde a preparação dos terrenos, cultivo, colheita e engenhos de transformação utilizados, à distribuição geográfica, fiscalidade, modernização tecnológica, transformações sociais e decadência da produção.

Uma obra interessante para sedimentar conhecimentos da ruralidade de Portugal e contribuir para um diálogo inter-geracional!

Oferta da Câmara Municipal de Felgueiras.

O Milagre de Nossa Senhora da Nazareth. Lenda religiosa em 2 actos e 10 quadros
























Título: “O Milagre de Nossa Senhora da Nazareth. Lenda religiosa em 2 actos e 10 quadros"
Autor: Pedro Carlos d'Alcantara Chaves
Edição: Lisboa, Livraria de J. Marques da Silva – Editor, s.d.

Na Nazaré, em setembro, estamos nas “Festas” - designação local, popularmente dada a este tempo em que se celebra o culto de Nossa Senhora da Nazaré e se comemora o Feriado Municipal, a 8 de setembro.

No acervo do Museu Dr. Joaquim Manso, existem inúmeros testemunhos desta efeméride mariana, que testemunham a sua antiguidade multissecular e o seu grande alcance nacional e além-fronteiras. Desde objetos de devoção (“ex-votos”, “lâminas” ou “chapas”, medalhas, fitas, etc.), gravura, pintura e escultura, fotografia e diverso acervo bibliográfico e documental.

Neste último âmbito, damos hoje destaque, a título exemplificativo, “O Milagre de Nossa Senhora da Nazareth. Lenda religiosa em 2 actos e 10 quadros. Original de Pedro Carlos d'Alcantara Chaves. Representada com geral aceitação no theatro da Rua dos Condes”, 6ª série, n.º 1, Lisboa, Livraria de J. Marques da Silva – Editor, s.d.

Este pequeno exemplar existente no Museu Dr. Joaquim Manso (incompleto) destinava-se à representação dramática, apresentando a tradicional lenda do Milagre de Nossa Senhora da Nazaré ao cavaleiro D. Fuas Roupinho, que remonta a um tempo medieval que se confunde com o tempo inicial da Nação.

Entre os personagens, contam-se figuras árabes e cristãs, intervenientes na referida lenda, mostrando o valor do Alcaide-Mor do Castelo de Porto de Mós, assim como do rei Gamir.