Vivências Passadas Memórias Futuras



Título: Vivências Passadas Memórias Futuras – A cultura do linho, pão e vinho
Autor:
Edgar Bernardo e Elisabete Martins
Edição: Felgueiras, Câmara Municipal de Felgueiras, 2011

Esta publicação da Câmara Municipal de Felgueiras divulga um estudo etnográfico realizado no âmbito do projeto “Vivências Passadas – Memórias futuras: a cultura do linho, pão e vinho”, co-financiado pelo FEDER, na esfera do concurso Património Cultural da ON2, desenvolvido entre 2009 e 2010.

Descrevem-se os ciclos tradicionais de produção de linho, pão e vinho, desde a preparação dos terrenos, cultivo, colheita e engenhos de transformação utilizados, à distribuição geográfica, fiscalidade, modernização tecnológica, transformações sociais e decadência da produção.

Uma obra interessante para sedimentar conhecimentos da ruralidade de Portugal e contribuir para um diálogo inter-geracional!

Oferta da Câmara Municipal de Felgueiras.

O Milagre de Nossa Senhora da Nazareth. Lenda religiosa em 2 actos e 10 quadros
























Título: “O Milagre de Nossa Senhora da Nazareth. Lenda religiosa em 2 actos e 10 quadros"
Autor: Pedro Carlos d'Alcantara Chaves
Edição: Lisboa, Livraria de J. Marques da Silva – Editor, s.d.

Na Nazaré, em setembro, estamos nas “Festas” - designação local, popularmente dada a este tempo em que se celebra o culto de Nossa Senhora da Nazaré e se comemora o Feriado Municipal, a 8 de setembro.

No acervo do Museu Dr. Joaquim Manso, existem inúmeros testemunhos desta efeméride mariana, que testemunham a sua antiguidade multissecular e o seu grande alcance nacional e além-fronteiras. Desde objetos de devoção (“ex-votos”, “lâminas” ou “chapas”, medalhas, fitas, etc.), gravura, pintura e escultura, fotografia e diverso acervo bibliográfico e documental.

Neste último âmbito, damos hoje destaque, a título exemplificativo, “O Milagre de Nossa Senhora da Nazareth. Lenda religiosa em 2 actos e 10 quadros. Original de Pedro Carlos d'Alcantara Chaves. Representada com geral aceitação no theatro da Rua dos Condes”, 6ª série, n.º 1, Lisboa, Livraria de J. Marques da Silva – Editor, s.d.

Este pequeno exemplar existente no Museu Dr. Joaquim Manso (incompleto) destinava-se à representação dramática, apresentando a tradicional lenda do Milagre de Nossa Senhora da Nazaré ao cavaleiro D. Fuas Roupinho, que remonta a um tempo medieval que se confunde com o tempo inicial da Nação.

Entre os personagens, contam-se figuras árabes e cristãs, intervenientes na referida lenda, mostrando o valor do Alcaide-Mor do Castelo de Porto de Mós, assim como do rei Gamir.

O panorama museológico em Portugal




Título: O panorama museológico em Portugal. Os Museus e a Rede Portuguesa de Museus na primeira década do século XXI
Autores: José Soares Neves (coord.), Jorge Alves dos Santos, Maria João Lima
Edição: Direção Geral do Património Cultural, dezembro 2013


Análise e estudo comparativo da realidade museológica nacional, demonstrando a evolução verificada desde o inquérito nacional de 2000-2003, em vários itens, desde o número de visitantes, atividades e características das diferentes instituições que integram a Rede Portuguesa de Museus.

Documento a consultar na nossa Biblioteca / Centro de Documentação!

Argos – Revista do Museu Marítimo de Ílhavo




















Título: Argos – Revista do Museu Marítimo de Ílhavo
Edição: CIEMar – Museu Marítimo de Ílhavo, agosto 2013

“Argos” é uma nova revista dedicada ao mar, publicada pelo Museu Marítimo de Ílhavo / Câmara Municipal de Ílhavo, com editorial de Álvaro Garrido e textos ilustrados de vários autores nacionais e internacionais. 

O primeiro número é dedicado à Antropologia Marítima, com um texto introdutório de Francisco Oneto Nunes e uma entrevista a Joaquim Pais de Brito, por Luís Martins, também autor do texto “Terrenos Piscatórios: temas e errâncias”.

Aborda uma temática abrangente mas, de algum modo sempre ligada ao mar, organizada pelos separadores “Conhecimento”, “Memória e Identidade”, “Imagens”, “Museu Marítimo de Ílhavo”, “Experiência Museologica Internacional” e “Dossier Visual”. 

A destacar, no campo “Imagens”, o texto “Representações visuais da Nazaré. Entre o mar e o paradigma”, por Dóris Santos, e o texto “É o Amor: um filme de João Canijo”, por Paulo Cunha, sobre um filme recentemente exibido no Museu Dr. Joaquim Manso no âmbito da iniciativa de verão “Cinema nos Museus” / Direção-Regional de Cultura do Centro.

A revista, que se pretende anual, tem distribuição pela Âncora Editora.

Por oferta do Museu Marítimo de Ílhavo, encontra-se disponível para consulta na Biblioteca / Centro de Documentação do Museu Dr. Joaquim Manso.


Manuel Remígio – o Homem, o Profissional e o Cidadão


















Autor: Rui Remígio
Título: Manuel Remígio – o Homem, o Profissional e o Cidadão (Biografia)
Edição: Coimbra, Edição do autor, 2013



No ano em que se celebra o 30º aniversário da construção do porto da Nazaré, Rui Remígio publicou esta obra dedicada à biografia de Manuel Remígio (1871-1964), seu avô.


É uma narrativa do percurso pessoal e profissional de Manuel Remígio, evidenciando a sua acção em prol da construção do porto de pesca da Nazaré, enquanto membro da Comissão Pró-Porto.

São ainda destacadas as suas diligências em favor da construção do caminho-de-ferro Tomar – Nazaré, com Dr. Vieira Guimarães, assim como outras acções de cidadania.

Citam-se também as suas funções como escrivão na Capitania do porto da Nazaré (onde foi colocado em 4 de março de 1905) e no Departamento Marítimo do Centro e Capitania do porto de Lisboa (1915).

A sua vida militar não é esquecida, bem como a sua passagem quer pela Armada, quer pelo Exército, tendo sido condecorado com várias medalhas e diplomas.

Para além de aspectos da vida familiar, a publicação procurou ir mais além do simples registo biográfico do homenageado, enquadrando o seu percurso biográfico no contexto sócio-económico da região da Nazaré de início e meados do século XX.

Esta publicação, que contou com a colaboração do Museu Dr. Joaquim Manso no âmbito da investigação preparatória, encontra-se disponível para consulta na nossa Biblioteca, por oferta do autor.
 

Roteiro dos Museus da Região Centro


Aproveite o verão e conheça os museus do Centro de Portugal!
Consulte o 

 

















Roteiro dos Museus e Espaços Museológicos da Região Centro

Edição: Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, 2011

Este roteiro está organizado por capítulos, correspondentes às áreas geográficas (NUTS) e de acordo com as tipologias museológicas:

Museus de Arte, Museus de História e Arqueologia, Outros Museus e Espaços Museológicos, Museus das Ciências e da Técnica, Museus de Etnografia e Antropologia, Museus Mistos e Pluridisciplinares, Sítios Arqueológicos e Monumentos Musealizados, Museus de Ciências Naturais, História Natural e Ecomuseus.
Dentro de cada NUT, os concelhos estão ordenados alfabeticamente.

Mulher inclinada com cântaro














Autor: Jaime Rocha
Título: Mulher inclinada com cântaro
Fotografia da capa: Sylviane Lehuby
Produção:Luís Paulo Meireles
Edição: Volta d'mar, novembro 2012

 
A biblioteca sugere...
"Mulher inclinada com cântaro", o título do pequeno livro do escritor nazareno Jaime Rocha (n. 1949), recentemente editado pela Volta d'mar e oferecido ao Museu Dr. Joaquim Manso, uma história imaginada a partir de uma intervenção anonimamente pintada numa fonte da Nazaré.
Conta a história de um mulher que espera que o mar devolva um náufrago, para que o possa chorar e fazer o seu luto.
Sempre que vai à fonte encher o cântaro é motivo para se relembrar do corpo que amou e agora está ausente; acompanhada por um cão, que também sente a falta do dono e anseia pelo seu regresso.
Até que, num dia de outubro, o náufrago aparece na rebentação e a fonte seca...
"Nesse dia, tudo o que era vivo parou (...). Só a mulher com o cântaro conseguiu aproximar-se da praia e chorar".
No dia seguinte, a vila resolve queimar o corpo na praia e, num ritual de dança e fogo, cão e mulher acabam por também sucumbir nas cinzas.
E a praia, de novo vazia, recua para a sua forma primordial.



A Hospedaria do Mosteiro de Alcobaça: Um Passado, um presente, uma proposta de futuro


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autores: João Oliva Monteiro, Joana d'Oliva Monteiro e Sofia Ferreira
Título: A Hospedaria do Mosteiro de Alcobaça: Um passado, um presente, uma proposta de futuro
Edição: Tipografia Alcobacense, Alcobaça, 2012
 
Nesta publicação recentemente oferecida à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso pelos seus autores, faz-se uma reflexão sobre o Mosteiro de Alcobaça e a ideia da criação de um museu no mesmo Mosteiro.
Referem-se as condições que o Exórdio de Cister, de 1134, estabelece sobre as condições de habitabilidade de um mosteiro cisterciense, relacionadas com a conclusão da construção dos edifícios do oratório, refeitório, hospedaria e portaria.
Dá-se conta da execução de obras ao longo dos tempos, da decoração utilizada em vários espaços, desde os cortinados, cadeiras, damascos em carmesim e dourado, tapetes persas, colchas bordadas e outros adornos como jarros e bacias de prata lavrada.
Salienta-se, também, o Corpus artístico do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, o valor histórico e artístico, quer da Escultura, com um pormenorizado trabalho iconográfico, quer do seu acervo pictórico, onde se realça a arte maneirista e barroca.
Na proposta de um futuro museu, desenha-se a possibilidade de “retomar a função de convite, abrindo aos novos ‘hóspedes’ outra realidade de um monumento”, em que a ligação entre a arte e a arquitectura poderá proporcionar um maior dinamismo e proximidade com o público, incluindo pluridisciplinaridade na sua programação e algumas características lúdicas, cafetaria, salas de audiovisual e multimédia, o que enriqueceria o valor patrimonial de um “Monumento da Humanidade”.

Trabalhos arqueológicos no castelo de D. Framundo em Famalicão da Nazaré


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autor: João L. Saavedra Machado, J. Almeida Monteiro e O. da Veiga Ferreira
Título: Trabalhos arqueológicos no castelo de D. Framundo em Famalicão da Nazaré
Edição: Biblioteca da Nazaré, janeiro 2013
 
Por oferta de Saavedra Machado (primeiro diretor do Museu), a biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso foi enriquecida com esta brochura que relata os trabalhos arqueológicos realizados naquele "castelo" ou torre, em setembro e outubro de 1978, também com a orientação de Veiga Ferreira e Jorge Monteiro.
Uma introdução faz referência à história do Cabeço da Guarita, na antiga Quinta do Castelo, à Pederneira e sua lagoa, e aos antropónimos Framundo ou Framondo, que se encontravam entre os cruzados Francos e, especialmente, entre os Normandos, que participariam em várias campanhas de conquista em França, Calábria, Itália e Portugal
Finalmente, é divulgado o relatório daquelas escavações promovidas pelo Museu Dr. Joaquim Manso, com as respetivas plantas e alçados e fotografia do material encontrado, algum existente nas nossas reservas arqueológicas.

Mútua dos Pescadores




















 
Autor: Álvaro Garrido
Título: Mútua dos Pescadores. Biografia de Uma Seguradora da Economia Social
Edição Comemorativa do 70º Aniversário da Mútua dos Pescadores, 2012 


No aniversário dos 70 anos da Mútua dos Pescadores, esta seguradora editou uma extensa publicação sobre o seu historial ao longo do século XX. 
Pela investigação desenvolvida, acompanhada por documentação, gráficos e fotografias, até à atualidade, fica-se a conhecer o papel desempenhado por esta instituição junto dos pescadores portugueses, nos campos da proteção e da assistência social.
O trabalho é da autoria de Álvaro Garrido, professor universitário, consultor do Museu Marítimo de Ílhavo e investigador reconhecido sobre a história da pesca em Portugal, nomeadamente durante o Estado Novo.

Uma publicação a ler com atenção, oferecida pela Mútua dos Pescadores ao Museu Dr. Joaquim Manso. 

As Igrejas da Pederneira



















Autor: Carlos Fidalgo
Título: As Igrejas da Pederneira: do séc. XII ao séc. XVII. Uma análise
Edição: Caldas Editora, 2012

Publicação oferecida pelo autor ao Museu Dr. Joaquim Manso, enquanto entidade colaboradora na investigação desenvolvida.

Apresentada publicamente em 17 de novembro, na Nazaré, trata-se de uma análise sobre as várias igrejas (algumas desaparecidas) existentes no núcleo urbano da Pederneira, atendendo à evolução do povoamento da área da primitiva Lagoa da Pederneira, numa especial atenção à relação do Homem com o Meio, fator determinante nos processos de estabelecimento de relações sociais de cariz comunitário.

O autor socorreu-se de uma investigação aprofundada sobre documentação da época, interessado sobretudo em determinar origens e razões do desaparecimento de algumas destas igrejas, cuja história é abordada essencialmente numa pespetiva comunitária e de evolução do espaço circundante.

Edições sobre Charlotte E. Pauly













Anita Kühnel, Ein schlesisches fräulein wird weltbürgerin. Die Malerin und schriftstellerin. Charlotte E. Pauly in Selbstzeugnissen, vbb, 2012.

Charlotte E. Pauly (1886 -1981). Die Glückliche Halbinsel. Pólwysep szczescia. Spanien / Hiszpania, 2000.

Anita Kühnel, Charlotte E. Pauly. Staatliche museen zu Berlin. Kupferstichkabinett. Ausstellung zum 100. Geburtstag am 6 Dezember 1986.


Catálogos de várias exposições de autoria de Charlotte Elfried Pauly (Stempen, 1886 – Berlim, 1981), artista que, no final dos anos 1920 - década de 1930, esteve na Nazaré, estabelecendo relações de amizade com algumas famílias locais.
Muitas das suas obras, diversificadas por óleos, linogravuras, fotografia, entre outros, são inspiradas na Nazaré, representando paisagens, casario, figuras humanas, cenas do quotidiano piscatório, …

Por oferta recente de familiares da autora, que visitaram o Museu Dr. Joaquim Manso no verão de 2012, as três publicações (dois catálogos de exposições e um livro sobre a artista, com transcrição de parte da sua correspondência) passaram a fazer parte do acervo da nossa Biblioteca.

 

Biografia de Charlote Elfriede Pauly
Nascida a 6 de dezembro de 1886 em Stempen, na região de Oels na Silésia (hoje Stepin, comunidade de Dlugotleka, na Polónia), como segunda filha de quatro crianças do latifundiário Adolf Pauly e sua esposa Marie.
Entre1909-1915, frequenta um curso de zoologia em Breslau, do qual desistiu, para estudar história da arte, arqueologia clássica, história, literatura e filosofia em Heidelberg, Berlim e Freiburg, preparando a dissertação "O jardim lúdico veneziano. O seu desenvolvimento e as suas relações com a pintura veneziana" (1916).
Doutorando-se em 1915, em Würzburg, estuda depois na Escola de Artes Aplicadas de Estugarda e numa escola de arte privada em Munique.
Entre 1925-1926, viaja através de Espanha, sendo aluna do pintor Daniel Vázquez Díaz, em Madrid, onde regressa em 1928-1929. Aqui, familiariza-se com os poemas de  Federico García Lorca e traduziu para alemão, provavelmente em primeira mão, o seu “Romancero Gitano”.
Em 1929, viaja pela Andaluzia, pelo Marrocos Espanhol e Portugal. Depois de uma estadia em Lisboa, permanece na Nazaré até final de março de 1930, onde regressaria entre maio de 1931 e fevereiro de 1932, após passagens por Paris e Silésia.
Em 1932, viaja através da Grécia, Turquia e Líbano, Médio Oriente, Palestina, Ásia Menor, Pérsia e o sul da União Soviética.
Na primavera de 1933, organiza uma exposição no Museu de Belas Artes de Breslau. Logo depois, é denunciada como "pintora de ciganos / pintora cigana" [e é vítima] de restrições de trabalho.
Inscrevendo-se como membro da Sociedade Religiosa dos Amigos Quakers, consegue levar crianças judias para o estrangeiro, nos anos 1930-40, durante a Guerra. Trava amizade com Gerhart Hauptmann, cujo corpo acompanha em 1946, deixando a Silésia. Este é um marco na sua vida, passando a viver em Berlim, até à sua morte, em 1981.
Entre1957-1958, experimenta o design gráfico, parte do desenvolvimento das obras mais tardias. Membro da Associação Protetora dos Artistas (mais tarde Associação das Belas Artes) e da Associação Cultural da RDA. Organiza um atelier (1974) e participa progressivamente em inúmeras exposições, com reconhecimento crescente.

Biografia resumida e traduzida (por voluntária) a partir de:
Dra. Anita Kühnel, por ocasião da exposição na Galerie Parterre, julho 2012

Mestre João Alberto. No reino dos barcos












Título: Mestre João Alberto. No reino dos barcos
Edição: Museu do Pico / Museu da Indústria Baleeira, 2012


Por oferta do Museu do Pico (Museu da Indústria Baleeira), a Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso passou a contar com um exemplar do catálogo referente à exposição Mestre João Alberto. No reino dos barcos.

Nesta obra, além de se evidenciar a importância da construção naval e as suas remotas origens, põe-se o enfoque nessa actividade nos Açores e na vida e obra de mestre João Alberto que, ao longo dos tempos, ajudou a construir e construiu de raiz vários tipos de embarcações, desde traineiras, batéis, lanchas a atuneiros.

A ilustração colorida contribui para uma melhor compreensão das etapas da construção naval em madeira e para o seu aspecto estético, completando-se com imagens alusivas ao lançamento ao mar e à navegação de vários tipos de embarcações.

Este livro é um excelente complemento ao nosso "Objeto do Mês" de Outubro (consultar).

Lendas de Portugal


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autor: Gentil Marques
Título: Lendas de Portugal
Edição: Porto, Editorial Universus, 1965

Durante o mês de Setembro, em período de “Festas em Honra de Nossa Senhora da Nazaré”, tiramos da prateleira da nossa Biblioteca o IV Volume da colectânea “Lendas de Portugal”, dedicado às lendas religiosas e que se inicia com a narração de uma das versões do Milagre da Nazaré.

 
Conta-se como D. Fuas Roupinho, depois das contendas com os Mouros, chega a Coimbra, junto de D. Afonso Henriques, depositando a seus pés os triunfos conquistados, armas, bandeiras, tesouros e prisioneiros, incluindo o rei Gamir e filha. Narra-se ainda como terá vencido uma primeira batalha naval contra as galés sarracenas.
De regresso a Porto de Mós, e após encontro com a filha do rei Gamir (entretanto, já falecido), a quem fala dos valores cristãos, D. Fuas terá vindo à Nazaré e contado à princesa moura a história da imagem de Nossa Senhora da Nazaré, escondida entre rochas. Segundo a narração do autor, terá sido nesta altura que ocorreu o milagre de Nossa Senhora da Nazaré a D. Fuas Roupinho, libertando-o da tentação demoníaca que, sob a forma de um veado, o atraíra para o abismo.
Salvo miraculosamente, D. Fuas Roupinho cumpre a promessa de “levar esta imagem para o local do milagre, para o sítio onde tudo aconteceu...” e manda construir a “Capela da Virgem num sítio chamado da Memória, em memória de tão extraordinário milagre que salvara o almirante português de morte certa e brutal”.

 
O texto é ilustrado por Thomaz de Mello (Tom), artista que dedicou parte significativa da sua obra à Nazaré.

O vento chama










Título: O Vento chama. Campeonatos do mundo de vela da ISAF 2007
Edição: Estoril, Sete Mares, 2007

Por oferta do Museu do Mar de Cascais, a biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso foi enriquecida com esta publicação que relata, através de textos e muitas fotografias, o Campeonato do Mundo de Vela da ISAF, promovido pelo Clube Naval, com o apoio de várias entidades de Cascais.

Reporta-se nomeadamente ao evento náutico que teve lugar naquela baía durante o mês de julho de 2007 e salienta a sua importância não só para os amantes da vela, mas também para a própria vila, do ponto de vista do turismo.

Um livro a conhecer durante a época balnear...


Em nome do Espírito Santo














Título: Em nome do Espírito Santo. História de um culto
Edição: Lisboa, IANTT, 2004


Por oferta do Dr. Pedro Penteado, a biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso passou a contar com este catálogo da exposição e do colóquio sobre o culto do Espírito Santo em Portugal, promovidos pelo Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, em 2004.
Textos de vários autores e alguma ilustração dão a conhecer a importância histórica do culto do Espírito Santo e o seu papel na formação da identidade religiosa e cultural dos portugueses. São ainda referidas diversas manifestações, quer práticas de piedade e caridade, quer festividades, construção de templos, bem como a difusão do culto por todo o território nacional.

António dos Santos Graça













Por oferta da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, da Póvoa de Varzim, passaram a integrar o acervo da Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, duas publicações alusivas a António dos Santos Graça (1882-2012), editadas no âmbito do programa comemorativo dos 130 anos deste etnógrafo
Com organização de Manuel Costa, a obra “António dos Santos Graça, vida e obra” documenta o seu percurso biográfico, incluindo árvore genealógica, documentação, memórias e testemunhos de outros autores sobre a sua personalidade e quotidiano, enquanto etnógrafo, político e jornalista. 


Para o público infanto-juvenil, a publicação “À descoberta de António dos Santos Graça” dá também a conhecer a vida e obra desta personalidade. Com jogos e uma composição gráfica apelativa, os mais novos são cativados a descobrir vários aspectos da cultura poveira e a sua relação com o mar. Siglas, apelidos e alcunhas, trajo, cancioneiro, dança tradicional, praia de banhos, superstições e toponímia são alguns dos temas abordados.

Lapso de Tempo














Autor: Luís Ramos
Título: Lapso de Tempo
Edição: Museu Municipal de Tavira, 2011

Catálogo de exposição “Lapso de Tempo”, patente ao público em Tavira (29  janeiro a 2 abril 2011) e em Cascais (30 abril a12 junho 2011).

Textos de João Pinharanda e Pedro Martins, abordando as temáticas da fotografia e da prática balnear, no enquadramento ao trabalho fotográfico de Luís Ramos.

Luís Ramos (Lisboa, 1958) captou imagens de praias de Portugal entre 2009 e 2010, comparando os mesmos locais, em datas e tempos diferentes (época balnear e “época baixa”).

Uma exposição a visitar ou a (re)ver neste catálogo, recentemente oferecido à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso!

A Nazaré de Antii Sarkilahti e Gisela Borg



A biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso foi enriquecida com a oferta de três publicações de autoria de Antii Sarkilahti e Gisela Borg, verdadeiros álbuns de fotografias sobre a Nazaré na atualidade (setembro 2011 a janeiro 2012).


Seduzidos pela beleza das paisagens e particularidade dos costumes locais, os autores não ficaram indiferentes ao sentir das gentes acolhedoras e aos rostos desta comunidade.
O mar, tema dinamizador e aglutinador, marca todas as outras vivências e, em imagens de singular beleza, fixam-se momentos únicos que caracterizam a sociedade local, desde atividades marítimas e comerciais a tempos de lazer e de convívio.
Folhear estas publicações é descobrir Nazaré através do olhar estrangeiro, mas um olhar de quem decidiu nela morar e conhecer profundamente. É passear à beira-mar, compreender quem nos rodeia ou, simplesmente, sentir o sol numa esplanada…
Os autores, de origem finlandesa e alemã, fixaram-se nos últimos anos na Nazaré, onde têm realizado várias exposições fotográficas, como a que atualmente está patente no Agrupamento de Escolas da Nazaré, numa
articulação com fotografias de Álvaro Laborinho, cedidas pelo Museu Dr. Joaquim Manso.


Mais informação sobre os autores em http://anttisarkilahti.blogs.sapo.pt

 

Porto de Luz



















Autor: Abreu Pessegueiro
Título: Porto de Luz
Porto, 2005


A sessão “estórias e poesias de José Soares” que teve lugar no  Museu Dr. Joaquim Manso, no dia 17 de março, proporcionou o enriquecimento do acervo da biblioteca deste Museu, através da generosa oferta de três publicações pelo Arq. Abreu Pessegueiro (n. 1949, Porto).
Entre elas, destacamos "Porto de Luz", obra bilingue elaborada a partir da exposição com o mesmo nome, patente ao público na Galeria do Palácio de Cristal, entre 9 abril a 15 maio 2005.
Publicação profusamente ilustrada, com textos de vários autores que expressam formas de interpretação, análise e comentários sobre a obra pictórica de Abreu Pessegueiro.


Arquitecto de formação inicial, dedicou-se também à pintura. Enquanto jovem, na companhia de família, deslocava-se à Nazaré por altura das férias de Verão. É nesta praia que acaba por realizar uma das suas primeiras exposições.

Neste catálogo, evidencia-se como a sua pintura utiliza uma linguagem geométrica e arquitectónica, sobressaindo a volumetria dos edifícios, e uma paisagem “vazia de pessoas” (na expressão do amigo nazareno José Soares)