A Hospedaria do Mosteiro de Alcobaça: Um Passado, um presente, uma proposta de futuro


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autores: João Oliva Monteiro, Joana d'Oliva Monteiro e Sofia Ferreira
Título: A Hospedaria do Mosteiro de Alcobaça: Um passado, um presente, uma proposta de futuro
Edição: Tipografia Alcobacense, Alcobaça, 2012
 
Nesta publicação recentemente oferecida à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso pelos seus autores, faz-se uma reflexão sobre o Mosteiro de Alcobaça e a ideia da criação de um museu no mesmo Mosteiro.
Referem-se as condições que o Exórdio de Cister, de 1134, estabelece sobre as condições de habitabilidade de um mosteiro cisterciense, relacionadas com a conclusão da construção dos edifícios do oratório, refeitório, hospedaria e portaria.
Dá-se conta da execução de obras ao longo dos tempos, da decoração utilizada em vários espaços, desde os cortinados, cadeiras, damascos em carmesim e dourado, tapetes persas, colchas bordadas e outros adornos como jarros e bacias de prata lavrada.
Salienta-se, também, o Corpus artístico do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, o valor histórico e artístico, quer da Escultura, com um pormenorizado trabalho iconográfico, quer do seu acervo pictórico, onde se realça a arte maneirista e barroca.
Na proposta de um futuro museu, desenha-se a possibilidade de “retomar a função de convite, abrindo aos novos ‘hóspedes’ outra realidade de um monumento”, em que a ligação entre a arte e a arquitectura poderá proporcionar um maior dinamismo e proximidade com o público, incluindo pluridisciplinaridade na sua programação e algumas características lúdicas, cafetaria, salas de audiovisual e multimédia, o que enriqueceria o valor patrimonial de um “Monumento da Humanidade”.

Trabalhos arqueológicos no castelo de D. Framundo em Famalicão da Nazaré


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autor: João L. Saavedra Machado, J. Almeida Monteiro e O. da Veiga Ferreira
Título: Trabalhos arqueológicos no castelo de D. Framundo em Famalicão da Nazaré
Edição: Biblioteca da Nazaré, janeiro 2013
 
Por oferta de Saavedra Machado (primeiro diretor do Museu), a biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso foi enriquecida com esta brochura que relata os trabalhos arqueológicos realizados naquele "castelo" ou torre, em setembro e outubro de 1978, também com a orientação de Veiga Ferreira e Jorge Monteiro.
Uma introdução faz referência à história do Cabeço da Guarita, na antiga Quinta do Castelo, à Pederneira e sua lagoa, e aos antropónimos Framundo ou Framondo, que se encontravam entre os cruzados Francos e, especialmente, entre os Normandos, que participariam em várias campanhas de conquista em França, Calábria, Itália e Portugal
Finalmente, é divulgado o relatório daquelas escavações promovidas pelo Museu Dr. Joaquim Manso, com as respetivas plantas e alçados e fotografia do material encontrado, algum existente nas nossas reservas arqueológicas.

Mútua dos Pescadores




















 
Autor: Álvaro Garrido
Título: Mútua dos Pescadores. Biografia de Uma Seguradora da Economia Social
Edição Comemorativa do 70º Aniversário da Mútua dos Pescadores, 2012 


No aniversário dos 70 anos da Mútua dos Pescadores, esta seguradora editou uma extensa publicação sobre o seu historial ao longo do século XX. 
Pela investigação desenvolvida, acompanhada por documentação, gráficos e fotografias, até à atualidade, fica-se a conhecer o papel desempenhado por esta instituição junto dos pescadores portugueses, nos campos da proteção e da assistência social.
O trabalho é da autoria de Álvaro Garrido, professor universitário, consultor do Museu Marítimo de Ílhavo e investigador reconhecido sobre a história da pesca em Portugal, nomeadamente durante o Estado Novo.

Uma publicação a ler com atenção, oferecida pela Mútua dos Pescadores ao Museu Dr. Joaquim Manso. 

As Igrejas da Pederneira



















Autor: Carlos Fidalgo
Título: As Igrejas da Pederneira: do séc. XII ao séc. XVII. Uma análise
Edição: Caldas Editora, 2012

Publicação oferecida pelo autor ao Museu Dr. Joaquim Manso, enquanto entidade colaboradora na investigação desenvolvida.

Apresentada publicamente em 17 de novembro, na Nazaré, trata-se de uma análise sobre as várias igrejas (algumas desaparecidas) existentes no núcleo urbano da Pederneira, atendendo à evolução do povoamento da área da primitiva Lagoa da Pederneira, numa especial atenção à relação do Homem com o Meio, fator determinante nos processos de estabelecimento de relações sociais de cariz comunitário.

O autor socorreu-se de uma investigação aprofundada sobre documentação da época, interessado sobretudo em determinar origens e razões do desaparecimento de algumas destas igrejas, cuja história é abordada essencialmente numa pespetiva comunitária e de evolução do espaço circundante.

Edições sobre Charlotte E. Pauly













Anita Kühnel, Ein schlesisches fräulein wird weltbürgerin. Die Malerin und schriftstellerin. Charlotte E. Pauly in Selbstzeugnissen, vbb, 2012.

Charlotte E. Pauly (1886 -1981). Die Glückliche Halbinsel. Pólwysep szczescia. Spanien / Hiszpania, 2000.

Anita Kühnel, Charlotte E. Pauly. Staatliche museen zu Berlin. Kupferstichkabinett. Ausstellung zum 100. Geburtstag am 6 Dezember 1986.


Catálogos de várias exposições de autoria de Charlotte Elfried Pauly (Stempen, 1886 – Berlim, 1981), artista que, no final dos anos 1920 - década de 1930, esteve na Nazaré, estabelecendo relações de amizade com algumas famílias locais.
Muitas das suas obras, diversificadas por óleos, linogravuras, fotografia, entre outros, são inspiradas na Nazaré, representando paisagens, casario, figuras humanas, cenas do quotidiano piscatório, …

Por oferta recente de familiares da autora, que visitaram o Museu Dr. Joaquim Manso no verão de 2012, as três publicações (dois catálogos de exposições e um livro sobre a artista, com transcrição de parte da sua correspondência) passaram a fazer parte do acervo da nossa Biblioteca.

 

Biografia de Charlote Elfriede Pauly
Nascida a 6 de dezembro de 1886 em Stempen, na região de Oels na Silésia (hoje Stepin, comunidade de Dlugotleka, na Polónia), como segunda filha de quatro crianças do latifundiário Adolf Pauly e sua esposa Marie.
Entre1909-1915, frequenta um curso de zoologia em Breslau, do qual desistiu, para estudar história da arte, arqueologia clássica, história, literatura e filosofia em Heidelberg, Berlim e Freiburg, preparando a dissertação "O jardim lúdico veneziano. O seu desenvolvimento e as suas relações com a pintura veneziana" (1916).
Doutorando-se em 1915, em Würzburg, estuda depois na Escola de Artes Aplicadas de Estugarda e numa escola de arte privada em Munique.
Entre 1925-1926, viaja através de Espanha, sendo aluna do pintor Daniel Vázquez Díaz, em Madrid, onde regressa em 1928-1929. Aqui, familiariza-se com os poemas de  Federico García Lorca e traduziu para alemão, provavelmente em primeira mão, o seu “Romancero Gitano”.
Em 1929, viaja pela Andaluzia, pelo Marrocos Espanhol e Portugal. Depois de uma estadia em Lisboa, permanece na Nazaré até final de março de 1930, onde regressaria entre maio de 1931 e fevereiro de 1932, após passagens por Paris e Silésia.
Em 1932, viaja através da Grécia, Turquia e Líbano, Médio Oriente, Palestina, Ásia Menor, Pérsia e o sul da União Soviética.
Na primavera de 1933, organiza uma exposição no Museu de Belas Artes de Breslau. Logo depois, é denunciada como "pintora de ciganos / pintora cigana" [e é vítima] de restrições de trabalho.
Inscrevendo-se como membro da Sociedade Religiosa dos Amigos Quakers, consegue levar crianças judias para o estrangeiro, nos anos 1930-40, durante a Guerra. Trava amizade com Gerhart Hauptmann, cujo corpo acompanha em 1946, deixando a Silésia. Este é um marco na sua vida, passando a viver em Berlim, até à sua morte, em 1981.
Entre1957-1958, experimenta o design gráfico, parte do desenvolvimento das obras mais tardias. Membro da Associação Protetora dos Artistas (mais tarde Associação das Belas Artes) e da Associação Cultural da RDA. Organiza um atelier (1974) e participa progressivamente em inúmeras exposições, com reconhecimento crescente.

Biografia resumida e traduzida (por voluntária) a partir de:
Dra. Anita Kühnel, por ocasião da exposição na Galerie Parterre, julho 2012

Mestre João Alberto. No reino dos barcos












Título: Mestre João Alberto. No reino dos barcos
Edição: Museu do Pico / Museu da Indústria Baleeira, 2012


Por oferta do Museu do Pico (Museu da Indústria Baleeira), a Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso passou a contar com um exemplar do catálogo referente à exposição Mestre João Alberto. No reino dos barcos.

Nesta obra, além de se evidenciar a importância da construção naval e as suas remotas origens, põe-se o enfoque nessa actividade nos Açores e na vida e obra de mestre João Alberto que, ao longo dos tempos, ajudou a construir e construiu de raiz vários tipos de embarcações, desde traineiras, batéis, lanchas a atuneiros.

A ilustração colorida contribui para uma melhor compreensão das etapas da construção naval em madeira e para o seu aspecto estético, completando-se com imagens alusivas ao lançamento ao mar e à navegação de vários tipos de embarcações.

Este livro é um excelente complemento ao nosso "Objeto do Mês" de Outubro (consultar).

Lendas de Portugal


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autor: Gentil Marques
Título: Lendas de Portugal
Edição: Porto, Editorial Universus, 1965

Durante o mês de Setembro, em período de “Festas em Honra de Nossa Senhora da Nazaré”, tiramos da prateleira da nossa Biblioteca o IV Volume da colectânea “Lendas de Portugal”, dedicado às lendas religiosas e que se inicia com a narração de uma das versões do Milagre da Nazaré.

 
Conta-se como D. Fuas Roupinho, depois das contendas com os Mouros, chega a Coimbra, junto de D. Afonso Henriques, depositando a seus pés os triunfos conquistados, armas, bandeiras, tesouros e prisioneiros, incluindo o rei Gamir e filha. Narra-se ainda como terá vencido uma primeira batalha naval contra as galés sarracenas.
De regresso a Porto de Mós, e após encontro com a filha do rei Gamir (entretanto, já falecido), a quem fala dos valores cristãos, D. Fuas terá vindo à Nazaré e contado à princesa moura a história da imagem de Nossa Senhora da Nazaré, escondida entre rochas. Segundo a narração do autor, terá sido nesta altura que ocorreu o milagre de Nossa Senhora da Nazaré a D. Fuas Roupinho, libertando-o da tentação demoníaca que, sob a forma de um veado, o atraíra para o abismo.
Salvo miraculosamente, D. Fuas Roupinho cumpre a promessa de “levar esta imagem para o local do milagre, para o sítio onde tudo aconteceu...” e manda construir a “Capela da Virgem num sítio chamado da Memória, em memória de tão extraordinário milagre que salvara o almirante português de morte certa e brutal”.

 
O texto é ilustrado por Thomaz de Mello (Tom), artista que dedicou parte significativa da sua obra à Nazaré.