Edições sobre Charlotte E. Pauly













Anita Kühnel, Ein schlesisches fräulein wird weltbürgerin. Die Malerin und schriftstellerin. Charlotte E. Pauly in Selbstzeugnissen, vbb, 2012.

Charlotte E. Pauly (1886 -1981). Die Glückliche Halbinsel. Pólwysep szczescia. Spanien / Hiszpania, 2000.

Anita Kühnel, Charlotte E. Pauly. Staatliche museen zu Berlin. Kupferstichkabinett. Ausstellung zum 100. Geburtstag am 6 Dezember 1986.


Catálogos de várias exposições de autoria de Charlotte Elfried Pauly (Stempen, 1886 – Berlim, 1981), artista que, no final dos anos 1920 - década de 1930, esteve na Nazaré, estabelecendo relações de amizade com algumas famílias locais.
Muitas das suas obras, diversificadas por óleos, linogravuras, fotografia, entre outros, são inspiradas na Nazaré, representando paisagens, casario, figuras humanas, cenas do quotidiano piscatório, …

Por oferta recente de familiares da autora, que visitaram o Museu Dr. Joaquim Manso no verão de 2012, as três publicações (dois catálogos de exposições e um livro sobre a artista, com transcrição de parte da sua correspondência) passaram a fazer parte do acervo da nossa Biblioteca.

 

Biografia de Charlote Elfriede Pauly
Nascida a 6 de dezembro de 1886 em Stempen, na região de Oels na Silésia (hoje Stepin, comunidade de Dlugotleka, na Polónia), como segunda filha de quatro crianças do latifundiário Adolf Pauly e sua esposa Marie.
Entre1909-1915, frequenta um curso de zoologia em Breslau, do qual desistiu, para estudar história da arte, arqueologia clássica, história, literatura e filosofia em Heidelberg, Berlim e Freiburg, preparando a dissertação "O jardim lúdico veneziano. O seu desenvolvimento e as suas relações com a pintura veneziana" (1916).
Doutorando-se em 1915, em Würzburg, estuda depois na Escola de Artes Aplicadas de Estugarda e numa escola de arte privada em Munique.
Entre 1925-1926, viaja através de Espanha, sendo aluna do pintor Daniel Vázquez Díaz, em Madrid, onde regressa em 1928-1929. Aqui, familiariza-se com os poemas de  Federico García Lorca e traduziu para alemão, provavelmente em primeira mão, o seu “Romancero Gitano”.
Em 1929, viaja pela Andaluzia, pelo Marrocos Espanhol e Portugal. Depois de uma estadia em Lisboa, permanece na Nazaré até final de março de 1930, onde regressaria entre maio de 1931 e fevereiro de 1932, após passagens por Paris e Silésia.
Em 1932, viaja através da Grécia, Turquia e Líbano, Médio Oriente, Palestina, Ásia Menor, Pérsia e o sul da União Soviética.
Na primavera de 1933, organiza uma exposição no Museu de Belas Artes de Breslau. Logo depois, é denunciada como "pintora de ciganos / pintora cigana" [e é vítima] de restrições de trabalho.
Inscrevendo-se como membro da Sociedade Religiosa dos Amigos Quakers, consegue levar crianças judias para o estrangeiro, nos anos 1930-40, durante a Guerra. Trava amizade com Gerhart Hauptmann, cujo corpo acompanha em 1946, deixando a Silésia. Este é um marco na sua vida, passando a viver em Berlim, até à sua morte, em 1981.
Entre1957-1958, experimenta o design gráfico, parte do desenvolvimento das obras mais tardias. Membro da Associação Protetora dos Artistas (mais tarde Associação das Belas Artes) e da Associação Cultural da RDA. Organiza um atelier (1974) e participa progressivamente em inúmeras exposições, com reconhecimento crescente.

Biografia resumida e traduzida (por voluntária) a partir de:
Dra. Anita Kühnel, por ocasião da exposição na Galerie Parterre, julho 2012

Mestre João Alberto. No reino dos barcos












Título: Mestre João Alberto. No reino dos barcos
Edição: Museu do Pico / Museu da Indústria Baleeira, 2012


Por oferta do Museu do Pico (Museu da Indústria Baleeira), a Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso passou a contar com um exemplar do catálogo referente à exposição Mestre João Alberto. No reino dos barcos.

Nesta obra, além de se evidenciar a importância da construção naval e as suas remotas origens, põe-se o enfoque nessa actividade nos Açores e na vida e obra de mestre João Alberto que, ao longo dos tempos, ajudou a construir e construiu de raiz vários tipos de embarcações, desde traineiras, batéis, lanchas a atuneiros.

A ilustração colorida contribui para uma melhor compreensão das etapas da construção naval em madeira e para o seu aspecto estético, completando-se com imagens alusivas ao lançamento ao mar e à navegação de vários tipos de embarcações.

Este livro é um excelente complemento ao nosso "Objeto do Mês" de Outubro (consultar).

Lendas de Portugal


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autor: Gentil Marques
Título: Lendas de Portugal
Edição: Porto, Editorial Universus, 1965

Durante o mês de Setembro, em período de “Festas em Honra de Nossa Senhora da Nazaré”, tiramos da prateleira da nossa Biblioteca o IV Volume da colectânea “Lendas de Portugal”, dedicado às lendas religiosas e que se inicia com a narração de uma das versões do Milagre da Nazaré.

 
Conta-se como D. Fuas Roupinho, depois das contendas com os Mouros, chega a Coimbra, junto de D. Afonso Henriques, depositando a seus pés os triunfos conquistados, armas, bandeiras, tesouros e prisioneiros, incluindo o rei Gamir e filha. Narra-se ainda como terá vencido uma primeira batalha naval contra as galés sarracenas.
De regresso a Porto de Mós, e após encontro com a filha do rei Gamir (entretanto, já falecido), a quem fala dos valores cristãos, D. Fuas terá vindo à Nazaré e contado à princesa moura a história da imagem de Nossa Senhora da Nazaré, escondida entre rochas. Segundo a narração do autor, terá sido nesta altura que ocorreu o milagre de Nossa Senhora da Nazaré a D. Fuas Roupinho, libertando-o da tentação demoníaca que, sob a forma de um veado, o atraíra para o abismo.
Salvo miraculosamente, D. Fuas Roupinho cumpre a promessa de “levar esta imagem para o local do milagre, para o sítio onde tudo aconteceu...” e manda construir a “Capela da Virgem num sítio chamado da Memória, em memória de tão extraordinário milagre que salvara o almirante português de morte certa e brutal”.

 
O texto é ilustrado por Thomaz de Mello (Tom), artista que dedicou parte significativa da sua obra à Nazaré.

O vento chama










Título: O Vento chama. Campeonatos do mundo de vela da ISAF 2007
Edição: Estoril, Sete Mares, 2007

Por oferta do Museu do Mar de Cascais, a biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso foi enriquecida com esta publicação que relata, através de textos e muitas fotografias, o Campeonato do Mundo de Vela da ISAF, promovido pelo Clube Naval, com o apoio de várias entidades de Cascais.

Reporta-se nomeadamente ao evento náutico que teve lugar naquela baía durante o mês de julho de 2007 e salienta a sua importância não só para os amantes da vela, mas também para a própria vila, do ponto de vista do turismo.

Um livro a conhecer durante a época balnear...


Em nome do Espírito Santo














Título: Em nome do Espírito Santo. História de um culto
Edição: Lisboa, IANTT, 2004


Por oferta do Dr. Pedro Penteado, a biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso passou a contar com este catálogo da exposição e do colóquio sobre o culto do Espírito Santo em Portugal, promovidos pelo Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, em 2004.
Textos de vários autores e alguma ilustração dão a conhecer a importância histórica do culto do Espírito Santo e o seu papel na formação da identidade religiosa e cultural dos portugueses. São ainda referidas diversas manifestações, quer práticas de piedade e caridade, quer festividades, construção de templos, bem como a difusão do culto por todo o território nacional.

António dos Santos Graça













Por oferta da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, da Póvoa de Varzim, passaram a integrar o acervo da Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, duas publicações alusivas a António dos Santos Graça (1882-2012), editadas no âmbito do programa comemorativo dos 130 anos deste etnógrafo
Com organização de Manuel Costa, a obra “António dos Santos Graça, vida e obra” documenta o seu percurso biográfico, incluindo árvore genealógica, documentação, memórias e testemunhos de outros autores sobre a sua personalidade e quotidiano, enquanto etnógrafo, político e jornalista. 


Para o público infanto-juvenil, a publicação “À descoberta de António dos Santos Graça” dá também a conhecer a vida e obra desta personalidade. Com jogos e uma composição gráfica apelativa, os mais novos são cativados a descobrir vários aspectos da cultura poveira e a sua relação com o mar. Siglas, apelidos e alcunhas, trajo, cancioneiro, dança tradicional, praia de banhos, superstições e toponímia são alguns dos temas abordados.

Lapso de Tempo














Autor: Luís Ramos
Título: Lapso de Tempo
Edição: Museu Municipal de Tavira, 2011

Catálogo de exposição “Lapso de Tempo”, patente ao público em Tavira (29  janeiro a 2 abril 2011) e em Cascais (30 abril a12 junho 2011).

Textos de João Pinharanda e Pedro Martins, abordando as temáticas da fotografia e da prática balnear, no enquadramento ao trabalho fotográfico de Luís Ramos.

Luís Ramos (Lisboa, 1958) captou imagens de praias de Portugal entre 2009 e 2010, comparando os mesmos locais, em datas e tempos diferentes (época balnear e “época baixa”).

Uma exposição a visitar ou a (re)ver neste catálogo, recentemente oferecido à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso!