Villa Portela. Os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas ligações familiares



















Autores: Ana Margarida Portela, Francisco Queroz, Ricardo Charters d'Azevedo
Título: Villa Portela. Os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas ligações familiares (séc. XIX)
Edição: Gradiva, 2007

No âmbito do colóquio “A Herança dos Nomes – a importância da genealogia na identidadeda Nazaré”, que teve lugar nesta instituição no passado dia 28 de janeiro,  o acervo da nossa biblioteca foi enriquecido, por oferta de Eng. Ricardo Charters d'Azevedo, com o livro "Villa Portela. Os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas ligações familiares (séc. XIX)".
Publicação, de grande interesse, documenta a genealogia do núcleo familiar de Villa Portela, estendendo-se e cruzando-se com vários e numerosos ramos, comprovando a importância da família Charters d'Azevedo na sociedade de Leiria.
Revela-se que as raízes genealógicas desta família entroncam também na Pederneira e no Sítio da Nazaré.

Disponível para consulta na Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso.

Fotografar. A família Andrade, olhares sobre Tavira

















Título: Fotografar. A família Andrade, olhares sobre Tavira
Edição: Museu Municipal de Tavira / Palácio da Galeria, 2011

Obra bilingue (português e inglês), com textos de vários autores, é o catálogo da exposição com o mesmo nome, organizada pelo Museu Municipal de Tavira.

A fotografia, ao “captar um momento único e irrepetível, cria uma memória de acontecimentos, dos afectos, sublinhando presenças e evitando esquecimentos”.
A publicação evidencia a importância da fotografia para o registo e documentação da história social de uma comunidade, ao mesmo tempo que estuda e divulga o percurso dos “Andrades” na fotografia algarvia.

Alargando o campo da investigação, traça-se a sua evolução e dos respectivos equipamentos até à era digital. Revela-se também o seu aspecto artístico, ilustrando as várias correntes, desde o bressonismo de Gerard Castello-Lopes ao fotojornalismo de Eduardo Gageiro. Dos fotógrafos excursionistas, itinerantes, aos estúdios modernamente equipados, a fotografia, com formatos e técnicas diversas, vai adquirindo uma linguagem artística autónoma e um lugar nas galerias e museus.

Com vasta ilustração, este catálogo conta-nos a história da fotografia em geral, e em Tavira em particular, assim desenhando o retrato social de diversas épocas e abarcando uma temática variada, desde acontecimentos sociais e naturais, profissões e ofícios, ensino, desporto, retratos do exterior e de estúdio, não esquecendo a “moda dos postais”.

Para quem gosta de fotografia ou não pôde visitar a exposição, é uma publicação a não perder!
Disponível para consulta na Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, por oferta do Museu Municipal de Tavira. 

Irene Sá Vieira Natividade. Tapeçaria e Pintura








Título: Irene Sá Vieira Natividade. Tapeçaria e Pintura
Edição: Mosteiro de Alcobaça, 2011


Catálogo da exposição com o mesmo nome, patente ao público no Mosteiro de Alcobaça entre 3 Dezembro 2011 e 22 Janeiro 2012, apresentando parte do espólio pertencente àquela instituição.
Veio enriquecer a informação disponível sobre a vida e obra de Irene Natividade, artista ligada ao Museu Dr. Joaquim Manso desde os tempos da sua abertura ao público, em 1976, quando efectua uma considerável doação de aguarelas e óleos, para além de duas tapeçarias de temática nazarena.
Com textos de diversos autores, esta publicação sistematiza a biografia de “Irene”, associando-a à sua obra, desenvolvida nos campos da pintura, cerâmica e tapeçaria, cuja análise merece capítulos individualizados.
A ilustração fotográfica das obras expostas complementa o estudo apresentado, revelando-nos que o trabalho de Irene Vieira Natividade, além da sua dimensão estética, pode revestir-se de um considerável valor documental e etnográfico.

Oferta do Mosteiro de Alcobaça à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso.

Vencer o mar, ganhar a terra













Autor: Sandra Araújo Amorim
Título: Vencer o mar, ganhar a terra: construção e ordenamento dos espaços na Póvoa pesqueira e pré-balnear
Edição: Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, 2004

Oferta do Município da Póvoa de Varzim à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, este livro permite compreender a expansão urbanística e a evolução demográfica da Póvoa de Varzim.
A autora, baseando-se nas mais diversas fontes, evidencia a relação entre o núcleo urbano e a área rural, analisando os espaços viários, ruas e praças, a volumetria do programa arquitectónico e dos edifícios públicos, e o tecido sócio-económico.
Refere também a influência que, a partir do séc. XVIII, a época balnear exerce no urbanismo da vila, intensificando-se a ocupação da zona litoral. Verificaram-se substanciais alterações na sua fisionomia, com a deslocação do seu centro e com arruamentos paralelos e perpendiculares à costa.
Realça-se ainda a importância do quadro económico na organização do espaço, com menção sobretudo à actividade piscatória e derivadas, como a salga, a construção naval e a cordoaria, embora não esquecendo a agricultura e as actividades agro-marítimas.
Esta obra encerra, por assim dizer, uma reflexão sobre a estrutura urbanística e sócio-profissional da Póvoa de Varzim enquanto povoação piscatória e balnear, abrindo perspectivas comparativas com outras regiões do litoral português.

A Muleta













Autores: Manuel Leitão, Ferdinando Simões, António Marques da Silva
Título: A Muleta
Edição: Museu da Marinha e
Ecomuseu Municipal do Seixal, 2009
Português e Inglês

De temática restrita, dedicada à muleta, esta obra aprofunda o estudo de uma das embarcações mais belas e características do Tejo, desde a sua construção, ao plano vélico, sistema e processo de pesca, acompanhada de imagens complementares. Entre reproduções fotográficas e de pinturas alusivas, dá-se especial relevo às plantas, planos e desenhos técnicos de pormenor.
É uma obra de indispensável leitura para todos quantos se interessam por esta área do património cultural marítimo, nas suas vertentes material e imaterial.

Oferta do Ecomuseu Municipal do Seixal à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso.

Património baleeiro dos Açores. Herança e modernidade







Edição: Direcção Regional da Cultura / Museu do Pico, 2011

No início desta recente publicação do Museu do Pico refere-se a preocupação do Governo Regional dos Açores no que concerne à legislação e financiamento de planos conducentes ao estudo, salvaguarda, divulgação e valorização do património cultural, considerando-o importante factor de desenvolvimento económico.

Nesta perspectiva, com comparticipação comunitária e do fundo EEA GRANTS, desenvolveu-se o projecto “Baleiaçor”, que incidiu na arte baleeira nos Açores, visando a preservação e transmissão às gerações futuras dos saberes e tradições inerentes à prática da caça à baleia.

Com o envolvimento da comunidade local e da colaboração de vários “mestres” em diversas áreas (construção naval, confecção de velas,...), procedeu-se à recuperação de parte significativa do património baleeiro dos Açores, nomeadamente de embarcações – botes e lanchas de reboque e respectiva palamenta. 

Esta edição divulga este projecto e reúne várias comunicações sobre a temática, chamando a atenção para a importância que o mar e as embarcações baleeiras assumem no panorama cultural dos Açores, aliando o aspecto histórico-geográfico à fruição natural.

Todo o discurso é muito ilustrado com fotografias, que documentam várias etapas desta actividade e histórias de vida dos seus protagonistas, incluindo ainda plantas de construção naval, registos de embarcações e de pescadores.

Esta publicação deu entrada na Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, numa oferta do Museu do Pico.
Uma obra que vale a pena ler!

Artes do Mar. Da Costa da Caparica à Fonte da Telha






Autor: Renato Monteiro
Título: Artes do Mar da Costa. Da Caparica à Fonte da Telha
Edição: Junta de Freguesia da Costa da Caparica, 2005


Oferta da Câmara Municipal de Almada para a Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, esta publicação é um belo álbum de fotografias a preto e branco, da autoria de Renato Monteiro, sobre as vivências da pesca. Documenta vários momentos e pormenores das técnicas e das artes de pesca tradicional, desde os barcos, às redes e xalavares, não esquecendo as figuras dos homens, mulheres e crianças com rostos marcados pelo trabalho, terminando com imagens de uma praia vazia e cheia de silêncio, após a faina.

Em texto introdutório, refere-se o fascínio que o mundo rural e marítimo sempre exerceu junto dos fotógrafos e identifica-se uma relação especial entre os mesmos e os pescadores: ambos se preocupam com a captura (do pescado e da imagem) e com a escolha de local e hora para a prática da sua actividade, só conhecendo os resultados após a conclusão do seu trabalho.

“Os pescadores tiram ao mar o que faz falta em terra, os fotógrafos roubam ao mundo momentos insignificantes, para os devolverem depois, lá – isto é: onde e quando são necessários. Uma grande diferença existe, porém, entre eles: enquanto que os vestígios do trabalho da pesca, gravados na areia, são presa fácil do fluxo das marés, as marcas na fotografia – ‘prática que luta contra a morte, contra o desaparecimento dos seres e das coisas’ – resistem ao fluir do tempo e vingam a fragilidade humana. É isso, afinal, a Fotografia: do grego photon (“isto”) mais graphos (futuro do verbo “permanecer”)”.
(Rui Fabião: 2005)