80 Graus Norte

Autor: Valdemar Aveiro
Edição: 3ª ed., Lisboa, Editorial Futura, 2009

"80 Graus Norte” e “Histórias Desconhecidas dos Grandes Trabalhadores do Mar” são dois livros que abordam a epopeia da pesca do bacalhau, com base em histórias reais.
Valdemar Aveiro nasceu em 1934, em Ílhavo, no seio de uma família de pescadores. Desde sempre ligado ao mar e à pesca, e com o Curso de Pilotagem da Escola Náutica, assumiu em 1970 o comando do mais velho arrastão português, Santa Joana, e, dois anos depois, o do navio Coimbra.

Estes dois títulos são compilações de histórias vividas e registadas pelo seu autor, que os dedica a “todos os homens que fizeram da pesca do bacalhau o seu modo de vida”. Na Nazaré, a Faina Maior envolveu dezenas de homens; muitos deles são os protagonistas destas páginas.

Estão disponíveis para consulta na Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, oferecidos pela Editorial Futura após a sua apresentação pelo autor, no Auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré, no dia 6 de Fevereiro.

Marchoteca de Carnaval

Faz parte da missão deste Museu proceder à recolha, pesquisa, investigação e divulgação da cultura material e imaterial desta região do litoral português. Um dos eixos da Cultura Popular da Nazaré é o Carnaval, tempo de excessos, de sátira, de folia, sempre vivido ao som de uma música muito própria, as conhecidas marchas, parte integrante dos ranchos de fantasia, grupos carnavalescos, bandas infernais, salas de baile, …
Da compilação de todos estes registos, músicas e letras, a Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso organizou uma “marchoteca” que conta já com cerca de 500 exemplares, ilustrativos dos diferentes géneros – marchas gerais, ranchos de fantasia, grupos carnavalescos, salas de baile, bandas infernais e edições de autor.
A mais antiga data de 1928 e intitula-se “Moleirinhas e Camponesas” (Rancho), de autoria de Florêncio Maurício, e as mais recentes são actuais – Fevereiro de 2010.Com a consulta desta “marchoteca”, fica-se a conhecer não só a temática que, ao longo dos anos, mais influenciou o Carnaval da Nazaré, como também letristas, músicos, cantores e conjuntos que, de forma empenhada e continuada, sempre participaram no Carnaval.
Esta iniciativa, contributo para a “história do Carnaval”, só foi possível devido ao envolvimento de toda a comunidade que tem oferecido a esta instituição os registos das respectivas marchas.

Durante o mês de Fevereiro, a Marchoteca está patente ao público na exposição “Do Entrudo ao Carnaval”, uma organização da Câmara Municipal da Nazaré, no Centro Cultural. Posteriormente, poderá ser consultada na Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, dentro do seu horário de funcionamento.

Tavira, Patrimónios do Mar

Edição: Câmara Municipal de Tavira, Museu Municipal de Tavira, Palácio da Galeria, 2008

Tavira, patrimónios do mar é uma obra resultante do trabalho de investigação de vários autores e aborda diferentes temáticas relacionadas com o mar e com o desenvolvimento de Tavira.
As marcas da ancestral ligação desta localidade algarvia com o mar, bem patentes na sua memória social e patrimonial, foram objecto da exposição “Tavira, patrimónios do mar” e geraram o catálogo que agora se apresenta – uma obra de referência para um melhor conhecimento da cultura do mar.
Esta publicação ingressou na Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso em Dezembro, através de uma generosa oferta do Museu Municipal de Tavira, estando disponível para consulta.

Cascais. Tradição e Indústria nas Pescas

Autores: Henrique Souto e Luís Sousa Martins
Edição: Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 2009





Cascais. Tradição e Indústria nas Pescas é uma publicação recentemente oferecida à Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, lançada pelo Município de Cascais em Novembro.

Trata-se do primeiro de três volumes que constituirão uma trilogia fundamental no panorama da história da pesca em Portugal, com particular incidência na região de Cascais que, desde sempre, manteve uma relação indissociável com o mar.

É uma obra que apresenta os resultados de uma séria investigação levada a cabo pelos seus autores, dando a conhecer um significativo conjunto de documentação original, relatos de histórias pessoais e informações sobre as artes e técnicas de pesca.

O neto do faroleiro

“Pedro, acabando de fazer os preparativos que o avô lhe mandara e de arrumar a cozinha, indo acender o farol, já no interior deste, reparou, ao retirar as cortinas que guarnecem os vidros da lanterna, que o faroleiro, encostado ao muro que rodeia o terraço e já sem óculo, continuava olhando para o norte.
Com todos os seus encargos em ordem, vestiu um sobretudo e foi juntar-se-lhe.
- Está aqui bastante frio! disse sentando-se muito próximo do avô, mas, não obtendo respostas, calou-se também ficando os dois assim por muito tempo, até que, pesada e negra, caiu por fim a noite.
O vento, noroestesinho – como diriam os pescadores da região – que soprara de tarde, tornando-a tempestuosa e fria, fizera, ainda que levemente, encapelar o mar”.

Autor: António Sousa Borges
Edição: Nazaré, 1938

Para as tardes de Outono que se aproximam, sugere-se a leitura de O neto do faroleiro, uma obra de entretenimento e de fácil leitura.


Trata-se de um romance cuja acção decorre na Nazaré, mais especificamente no Forte de S. Miguel. O autor descreve, em traços gerais, as características da vila e do Forte, que considera “pioneiro dos caminhos marítimos”, por aí se ter instalado o farol em 1903. Em linguagem simples, dá-nos um testemunho genuíno sobre a vivência de um faroleiro nos meados do século XX.


Uma história que envolve intriga política no início do Estado Novo, conspirações, amores proibidos, personagens misteriosos, mas que tem um final feliz – Pedro, o neto do faroleiro Martinho, reencontra o pai, descobre os verdadeiros avós e casará com Sidália na Igreja de Nossa Senhora da Nazaré.

Viagem aos mares boreais. Fotografias de Eduardo Lopes

Edição: Centro Português de Fotografia, Porto, 2003






No início dos anos 1950, Eduardo Lopes acompanhou a frota bacalhoeira, como piloto e como imediato, aos bancos da Terra Nova e da Gronelândia. Sendo fotógrafo amador, fez o levantamento dessas suas experiências através de emotivas e exaustivas imagens, em parte divulgadas nesta edição do Centro Português de Fotografia.

Esta é uma obra que documenta a dureza da vida do pescador do bacalhau, enquanto as imagens ilustram a autenticidade, o esforço e também a solidão destes verdadeiros “heróis do mar”.

Nazareth. A melhor praia de banhos de Portugal

Edição: Publicação subsidiada pelo Município, 1911

Esta é uma interessante edição dos princípios do século XX, disponível para consulta na Biblioteca do Museu Dr. Joaquim Manso, para que possa descobrir como já era concorrida a Praia da Nazaré durante os tempos do Verão.

Com a linguagem própria da época, reveladora dos gostos e costumes de então, através das suas páginas distribuem-se várias imagens da região e textos de autores como Vieira Guimarães e Manuel d’Arriaga. Inclui uma descrição minuciosa dos pontos turísticos da Nazaré, Pederneira e Sítio (“(…) que trindade de formosura, salubridade, história, lenda e poesia para consolo do espírito, esclarecimento da inteligência, benefício do corpo e alimentação da phantasia”), indicações úteis sobre as casas, água, clima e vegetação, sem esquecer a secção dedicada aos “Banhos Quentes” e à “Vida na praia”.
Por fim, enuncia-se uma lista de “Banheiros recomendados”, onde surgem nomes como António da Luz Carepa, António d’Oliveira Macatrão, António Pina Balau, Inácio Ova, e a lista continua…

“De manhã, à hora do banho, enorme multidão concorre às barracas, armadas aos centos, para mergulhar nas salsas ondas ou para presencear a vida e a animação da praia. De tarde, à hora do crepúsculo, passam-se também ali deliciosos momentos”.

Hoje, a hora do banho já não é só de manhã. Mas, quem passa férias na Nazaré continua a dizer que se passam “deliciosos momentos”!